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FARINHA: PRODUTO PROIBIDO

Doença Celíaca atinge dois milhões de brasileiros.

Por que Farinha produto proibido? Ainda desconhecida por grande parte das pessoas, a Intolerância ao Glúten possui um diagnóstico demorado e longo. Isso por que não possui um quadro clínico tradicional e, em alguns casos, há pouco ou nenhum sintoma.
A peregrinação por consultórios e laboratórios pode ser bem chata até chegar ao diagnóstico preciso. Enquanto isso, os celíacos sofrem a cada garfada.

Hoje, no Brasil, são cerca de duas milhões de pessoas que excluíram, de vez, o pão, o macarrão, a pizza, o bolo, o biscoito, e por aí vai. A lista é imensa. Sabe aqueles alimentos gostosos à base de farinha? Corte. Essa é a vida de quem possui intolerância ao glúten, infelizmente. Mordeu, comeu, passou mal.
Uma realidade dura e sofrida. Pensando nessas pessoas, a equipe do Clube do Zero conversou com a nutricionista Priscila Vargas para esclarecer algumas dúvidas. Confira a matéria Farinha produto proibido.

 

Farinha produto proibido.

 

Clube do Zero (CZ) – Como avalia a situação das pessoas intolerantes ao glúten?

Priscila Vargas (PV) – O mercado conhece mais a doença, melhorando seus produtos. Médicos e nutricionistas estão buscando mais informações, pois é comum nos núcleos familiares ter, pelo menos, um celíaco. Nos supermercados, há produtos específicos, nos grandes centros, há lojas especializadas e, até mesmo, os celíacos produzem e compartilham receitas e experiências. Isso é muito importante para eles.

CZ – Como deveriam ser os rótulos dos produtos?

PV– Os rótulos devem ter expressamente “contém glúten”, ou “não contém glúten”. Isso é lei no Brasil, mas as pessoas  devem estar atentas a esses produtos e sempre ler atentamente os rótulos. É chato, mas é preciso.

E os sintomas?

CZ– Quais são os principais sintomas da doença? Há como evitar ou é genético mesmo?

PV– Os principais sintomas são a diarreia, inchaço abdominal, perda de peso, anemia pela falta de absorção de alguns nutrientes, alteração na pele, fraqueza e unhas fracas. Esses são os mais comuns, mas há outros. Na maioria dos casos, a doença é em função da genética de cada um. Para não afirmar 100% deles. Infelizmente, não há como evitar o desenvolvimento do problema, apenas minimizar os efeitos.

CZ– Há como segurar a evolução?

PV– Para controlar os sintomas, ou diminuí-los, somente eliminando o glúten da dieta. Não existe outra maneira. O tratamento medicamentoso não é capaz de controlar os sintomas. É uma doença que não tem cura, somente tratamento através da dieta. Entre os alimentos permitidos estão os à base de arroz, mandioca, nhame, aveia, linhaça, quinua, amaranto, milho, coco, batata, soja, amendoim, grão de bico, alfarroba, cacau. castanhas e amêndoas em geral.

Há muitas reclamações?

CZ– Quais são as principais queixas dos pacientes?

PV– Ouvimos tantas queixas… As principais são em relação a monotonia alimentar. É bem ruim ter que se privar de certos alimentos. E pior, assistindo amigos, familiares e colegas ingerindo sem problema algum. Cabe a nós, profissionais da saúde, orientar estes pacientes com testes de receitas. Assim, saímos da dieta repetitiva e não prazerosa de seguir.

CZ– Quem é celíaco, normalmente possui outras doenças? São relacionadas?

PV– Posso dizer que sim. As doenças relacionadas são geralmente anemia e desnutrição, devido à gravidade dos sintomas. Mas é claro que cada paciente responde de forma diferente à doença.

CZ– É possível levar uma vida normal?

PV– Sim!! Podem levar uma vida normal, lendo sempre os rótulos dos alimentos, pois o glúten pode estar onde menos esperamos. Dou uma dica aos meus pacientes: não tenha vergonha e pergunte quais os ingredientes das preparações.